13 de dez de 2009

O ato médico me preocupa!

O ato médico me deixa desconfiado! Há nele um certo ranço de poder indevido, um certo gosto medieval misturado com interesses neoliberais (...)
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O ato médico me preocupa!

Por Ioda "Gaspar Houser", 7 de dezembro de 2009.

O ato médico me deixa desconfiado! Há nele um certo ranço de poder indevido, um certo gosto medieval misturado com interesses neoliberais que me lembram a péssima saúde pública norte-americana. Não conheci seus intestinos, não fiz o raio-x da coisa, mas não acredito, de forma alguma, que seu objetivo seja promover uma melhor qualidade de saúde para a sociedade. A questão têm crescido como um fungo, no subterrâneo, ao largo do debate público, quase com vergonha de se apresentar. Boa coisa não deve ser!

Um dos pontos que me preocupa é que a chefia das equipes de saúde devem ser exclusivamente exercidas por médicos. Nada mais terrível! Médicos são bons para fazer diagnósticos, mas são, geralmente, péssimos admnistradores e terapeutas. Quem já passou por hospitais governados por médicos e governados por enfermeiros, sabe muito bem a diferença! Não é a toa que os hospitais modernos, limpos, agradáveis, foram inventados pela "mãe" da enfermagem, Florence Nightingale, e são, até hoje, gerenciados por enfermeiros de nível superior. Um bom exemplo é o Hospital Municipal Paulinho Werneck, na Ilha do Governador (RJ), o pior de todos enquanto dirigido por médicos, se recuperando e melhorando a olhos vistos depois que passou para a admnistração de uma enfermeira. Médicos bons admnistradores, só nas novelas! No Brasil e no mundo já ficou mais que claro que as enfermeiras dão de 1000 à zero na admnistração hospitalar!

Outro ponto que me preocupa é a exclusividade de médicos em certos exames. Isto é ridículo! Profissionais com formações diferentes podem enriquecer diagnósticos e perceber fenômenos que os outros não percebem. Concentrar tudo na mão de uma categoria em função de seu poderio sócio-econômico é o mesmo que confiar a gestão da petropolítica mundial aos norte-americanos. É colocar uma questão pública sob a guarda do interesse privado (e semi-cego). Só uma sociedade insana ou desinformada poderia permitir tal coisa.

Por último, lembro que muitos episódios medievais de caça às bruxas foram promovidos pela classe médica. Inúmeros remédios e conhecimentos tradicionais foram jogados na fogueira em nome do poder corporativo. Se não fossem os farmacêuticos e sua farmacognosia estes conhecimentos ainda estariam à margem da academia. Se não fossem os enfermeiros os hospitais ainda seriam ambientes infectos e mal-cheirosos como os lazaretos britânicos na Turquia. Quando anda o são, pode ter certeza, falta o profissional adequado para coordenar (o enfermeiro). Por outro lado, se não fossem os médicos jamais teríamos algumas das mais bizarras e tenebrosas terapias que já existiram na história: lobotomia, sangrias, eletrochoques, etc.

Por estas e outras coisas, procurem se informar e, caso concordem, protestem contra o Ato Médico, tornem o assunto público, principalmente com os leigos, e não deixem que o assunto cresça nas sombras.

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